A escola · Teresina — PI
A aula começa quando
alguém abre a boca
- Já na sessão de abertura se fala, se escuta e se responde: não há bloco comprido de teoria antes da roda.
- Turmas abertas que fecham em dez inscritos, sem exceção.
- Sala própria no bairro Fátima, com facilitador fixo em cada trilha.
De uma roda de treino a uma escola
A DebateExpressBr nasceu de uma roda de treino que se reunia em Teresina e juntava gente da universidade com gente já empregada. Ficou claro cedo que as sessões curtas serviam tanto a quem escrevia artigo quanto a quem precisava defender uma proposta na segunda de manhã.
Aos poucos a roda virou escola: calendário de turmas, material impresso próprio e um caminho definido do primeiro ao último encontro. A sala em Fátima foi escolhida porque é simples de alcançar de ônibus a partir de quase qualquer ponto da cidade.
O nome vem daquela conversa em que duas posições se enfrentam e cada uma testa a outra. É o que acontece em cada sessão e é o que as três trilhas treinam.
O que sustenta cada encontro
Só se aprende a argumentar argumentando, e isso pede microfone na mão. Por isso a maior parte do encontro pertence às falas da turma, e não à demonstração de quem conduz.
Treinar apenas a própria fala leva a repetir os mesmos argumentos, sem endereçar o que o outro disse. A escuta entra já na primeira sessão, com exercício próprio e tempo marcado na programação.
Ninguém aqui promete virada rápida. Falar com clareza e raciocinar sob pressão pedem repetição, e o tamanho das trilhas saiu dessa conta.
Quem conduz as turmas
Três pessoas dividem as trilhas entre si, e cada turma tem sempre o mesmo facilitador do primeiro ao último encontro.
Renata Aguiar
Desenho das trilhas
Mestra em Educação em Direitos Humanos, trabalha há cerca de dez anos com lógica e leitura crítica de argumentos. As fichas de estrutura usadas na Terreno da Escuta saíram das mãos dela.
Tiago Bezerra
Turmas de empresa
Formado em Gestão Pública. Responde pela Encaminhamento e Voto e por parte da Medir e Responder, de olho no modo como a linguagem empurra decisões coletivas.
Cláudia Marques
Temas e condução de sala
Estuda argumentação jurídica e rodadas de debate livre. Cuida do caderno de temas da Medir e Responder e conduz turmas da Terreno da Escuta.
Seis compromissos válidos em qualquer turma
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Turma
Um teto de inscritos que não sobe
A turma aberta trava em dez pessoas. É o tamanho que permite a cada participante falar em todos os encontros, em vez de assistir à maior parte deles.
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Áudio
Gravação de todas as sessões
A gravação de cada intervenção vai para quem falou, junto do guia que orienta essa releitura.
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Material
Texto escrito para aquela trilha
Cada trilha tem impresso próprio, feito para aquele formato e naquela ordem de assuntos. Aqui ninguém distribui material pronto comprado fora.
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Retorno
Comentário ainda dentro da sessão
O retorno sai no próprio encontro e cita o que a pessoa disse: a frase escolhida, o exemplo usado, o trecho em que o argumento se perdeu.
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Privacidade
A gravação é de quem falou
O consentimento para usar a imagem é sempre pedido em papel assinado. Nada disso vai para anúncio nem é repassado a terceiros enquanto ele não autorizar.
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Revisão
Conteúdo revisto a cada ciclo
Fechado um ciclo de turmas, o conteúdo passa por revisão. O que muda vem do retorno de quem participou e de assistir de novo às sessões gravadas.
Quatro ideias que não mudam por aqui
Debater dentro de um formato é o caminho mais curto para treinar pensamento crítico, e a prova disso não tem nada de abstrato: alguém acabou de falar e você tem dois minutos para responder.
O trabalho se divide em três frentes: arrumar a fala, escutar com exatidão e reconhecer raciocínio frágil. Sozinha, nenhuma delas resolve. Falar bem sem ouvir gera um discurso solto, que não dialoga com ninguém; enxergar apenas o erro do outro é dominar metade do trabalho.
Competição não move esta escola. As sessões existem para treinar, e não para apontar vencedor. Quem admite um ponto do outro lado no meio da rodada ganha crédito por isso.
Ficar em Teresina — PI nos mantém perto de quem estuda e de quem trabalha na região. A maioria dos participantes tem emprego ou está em formação, e horários e formatos foram desenhados para essas rotinas.
Quer ver as trilhas uma por uma?
Escreva para a escola: detalhamos o conteúdo de cada encontro e ajudamos a decidir por onde entrar.
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